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Rui
de Carvalho
A trajetória de Rui de Carvalho começa com a participação no
coral da Pró-Arte no Rio de Janeiro. Grava o Lp “Enfieira” nos
estúdios
da Transamérica em dezembro de 1982 no Rio de Janeiro, com músicos
consagrados como: Ruy Quaresma, Rildo Hora, Zeca do Trombone,
Chiquinho do Acordeon, Tereza Quaresma, Luizão, Jorge Degas, Hélio
Schiavo, Giancarlo Pareschi, Alzir Geller, Paschoal Perrota, José
Alves,
Arlindo Penteado, Alceu Reis e a participação especial de Fátima
Flor e
do Vocal Céu da Boca.
Foi destaque entre os melhores discos daquele ano na opinião do
crítico
José Domingos Raffaelli do Jornal do Brasil. Foi também indicado
para o
troféu Chiquinha Gonzaga e convidado por Antonio Adolfo para fazer
parte
da Diretoria da Associação de Discos Independentes do Rio de
Janeiro.
Realizou shows nos teatros Amazonas, Carlos Gomes, Ipanema, entre
outros.
Participou do festival “Fábrica do Samba” em dezembro de
2002 com três músicas classificadas na primeira fase. Participa do
Cd
“Samba na UFRJ” junto com Dona Ivone Lara, Monarco e outros
sambistas consagrados. Lança em 2003, o Cd “De Bar em Bar”, num show
para
um público com mais de mil pessoas, juntamente com Dóris Monteiro,
com a participação dos músicos Reginaldo Ludo, Berreldi e Branca de
Neve, no Salão Nobre do Tijuca Tênis Clube.
Entra na coletânea do Cd “O Tom do Leblon” lançado no Plataforma
(Bar do Tom) e no Mistura Fina. Nos dias 27 e 28 de dezembro de
2002,
numa iniciativa do jornalista Alfredo Herkenhoff e do músico Renato
Piau,
o Cd “O Tom do Leblon” foi lançado com ampla cobertura de O Globo e
do
Jornal do Brasil. O show contou com a presença de artistas que
participaram do Cd: Macalé, Dulce Quental, Elza Maria, Dalmo
Castello,
Renato Piau, Alfredo Karam, Rui de Carvalho, Tavinho Paes, Chico
Caruso,
Arnaldo Brandão, Arthur Poerner, Walter Queiroz, entre outros.
No
comentário do jornalista Alfredo Herkenhoff, o CD “O Tom do
Leblon” abriga pérolas que só colecionadores têm. Fonogramas
de discos perdidos, não nascidos ou fora de catálogo, além de
canções
e versões inéditas recém-gravadas. Com desenho de Chico Caruso na
capa,
o Cd abrange um repertório randômico, estocástico. Os artistas
escolheram
o que convinha incluir, dentro da idéia de que tudo teria ritmo e
alegria.
Em 20 faixas, oito sambas. E ainda uma mescla de gêneros, mas quase
tudo dançante.
Em 2004 Rui de Carvalho e Banda, cantam Noel e João Nogueira no
Espaço Cultural da Lapa.
Em
2005 as músicas “Enfieira” e “Lenda do Pirajurú” do primeiro Lp,
fazem
parte do musical ECO SHOW – O CANTO DAS CRIATURAS do coreógrafo
Ciro Barcellos que estréia no teatro Villa Lobos no Rio de Janeiro.
No
final de 2005, lança seu novo CD NÃO É PECADO SAMBAR,
com 13 sambas. Vale destacar as músicas Brasileiríssima e Vamp
Samba.
Em 2005 participa com produtor e
compositor do CD de Márcia Richards que canta na Europa.
O
“AMOR VIRTUAL” DE RUI DE RUI DE CARVALHO O compositor Rui de
Carvalho lança o seu segundo trabalho: O CD “De Bar em Bar”, que vem
provocando uma avalanche de acesso à Internet. A música “Amor
Virtual”, que foi colocada como uma espécie de “isca” num site, e
acabou batendo recordes de acesso. “De Bar em Bar” é dedicado
aos amantes, inclusive os da Internet, com composições inéditas -
disse, por telefone, Rui de Carvalho ao Em Tempo. O arranjo da
música “Amor Virtual” e a direção de estúdio tem a assinatura de
Júlio Costa, autor da música de abertura do programa Sem Censura. O
projeto gráfico é de Marciso "Pena" Carvalho e os arranjos das
músicas que irão completar o CD, são de Reginaldo Ludo e Flávio
Pereira. Rui já merecia seu lugar ao sol. Ninguém, por mais
insensível que possa ser, pode ficar indiferente à riqueza de suas
letras e ao deslizar suave de sua música. No LP “Enfieira”, indicado
como um dos melhores trabalhos musicais de 1982 pelo crítico José
Domingos Raffaelli, do Jornal do Brasil, apresenta prova desse
potencial.
Em
2007 participa do CD “Caminho das Águas” lançado pela a Fundação
Roberto Marinho junto com Gilberto Gil, Guilherme Arantes, Sá &
Guarabira, Xangai, Renato Teixeira, Pena Branca e Xavantinho, Teresa
Cristina e Grupo Semente e Márcia Freitas.
Em
2008 Lança o
CD “NOEL ROSA POR RUI DE CARVALHO
que merece destaque
da mídia carioca..
UM CD À ALTURA DO MESTRE
Noel Rosa representa o clássico paradigma da música brasileira com
estilo que para muitos pode parecer simples mais que apenas frisa o
refinamento científico do samba carioca, onde a linguagem direta,
sem rodeios, ou melhor, sem barroquismos, basicamente diferencia o
samba carioca da maioria dos outros estilos musicais sejam estes
brasileiros ou internacionais, onde se confundem poesia e eruditismo.
É nessa simplicidade de Rosa que precisa ser levada ao palco e não
pode ser esquecida. Afinal, como dizia o próprio Noel: “A música é
uma forma de oração”. Assim, ela deve ser simples, coerente,
harmoniosa e direta para que os seus conceitos possam ser melhor
assimilados. Por isso, ele fez o samba descer do morro para o
asfalto.
A real interpretação do samba, principalmente em se tratando de Noel
Rosa, deve ser feita com muito suingue e muita malemolência e também
deve ser capaz de passar a impressão do bom malandro ou boêmio, que
na concepção carioca são sinônimos e Rui de Carvalho exibe com
brilhantismo em um timbre de voz misto, entre João Nogueira e Agepê.
É o que nos passa essa gostosa impressão, mesmo não sendo Rui um
carioca de nascimento.
ARRANJOS QUE ENRIQUECEM AINDA MAIS O CD
O Arranjo feito por Flávio Pereira à base de violão, tamborim e
ganzá é outro destaque extraordinário, porque demonstra muito bem a
forma de apresentação das músicas nos bares cariocas, ao tempo de
Noel, muitas vezes apenas feitas com um violão e uma caixinha de
fósforo. As músicas do trabalho buscam fugir do melancolismo e
flertam até com a bossa nova em algumas faixas.
Também a forma coloquial com que as músicas são apresentadas e a
firme na interpretação mostram a grandeza do intérprete, capaz de
exaltar com muita elegância toda a graça que há por trás de músicas
como: “Gago Apaixonado” e “Conversa de Botequim”; assim como mostra
todo o romantismo sublime em faixas como: “Três Apitos” e “Fita
amarela”. Rui ainda consegue um misto de alegria e tristeza na
música “Feitio de Oração”, caracterizando bem a idéia de alegria
numa triste melodia. Ou seja: Coisa de gente grande!
Sem perfeccionismo sugiro apenas a inclusão de um surdo-pedal em
algum momento, porque a marcação do surdo é que dá ao povo a vontade
de dançar, guiando-lhe os pés no samba e como o arranjo, talvez até
em virtude de seu propósito, tenha ficado um pouco leve, o que
deixou a impressão de ser uma obra apenas para ouvir. Mas o povo
também quer sambar!
Fico apenas triste em ter quer dizer o meu “Último Desejo” na
crítica: Confesso ter sentido falta de outras obras (Que me perdoem
por esta brincadeira com o título de música). Contudo, quero que
este seja visto de forma positiva no sentido de que o trabalho
realizado por Rui de Carvalho e Flávio Pereira, está realmente belo
e rico. O que fica em nossas mentes, ouvindo este cd do gênio mítico
Noel Rosa, é que ele tem que ser visto pelos mais jovens como um
artista fundamental para as nossas raízes e que eles possam ter
conhecimento total de sua influência dentro do samba ou, como
quiserem, da música brasileira, semelhante à camoniana na nossa
literatura clássica.
Por: Ubiratan Marques (músico e sambista) / Colaborou: Cadhu Cardoso
(jornalista)
SITE CADHU CARDOSO – FALANDO MÚSICA - www.cadhucardoso.com
Além de Compositor e Interprete, Rui de Carvalho é Designer
Gráfico, autor de vários projetos importantes e também Artista
Plástico, com mais de 20 exposições individuais e 10 coletivas, com
exposições realizadas no Brasil, Alemanha e Portugal.
FICHA TÉCNICA
Produtor fonográfico: RUI DE CARVALHO
Direção musical: RUY QUARESMA
Arranjos e regência: RUY QUARESMA
Técnico de gravação: RAFAEL AZULAY
Assistente de gravação: BILLY
Mixagem: RAFAEL AZULAY e RUY QUARESMA
Corte: AMÉRICO
Gravação: ESTUDIO TRANSAMÉRICA - (Dezembro 1982)
Projeto gráfico do LP: EDNA MADUREIA E RUI DE CARVALHO
Ilustrações: EDNA MADUREIRA
MÚSICOS
Piano: DARCY DE PAULO
Baixos: LUIZÃO e JORGE DEGAS
Guitarra, violão e viola de 12: ZÉ CARLOS
Violão: RUY QUARESMA
Violinos: GIANCARLO PARESCHI, ALZIK GÉLLER,
PASCHOAL PERROTTA e JOSÉ ALVES
Viola: ARLINDO PENTEADO
Cello: ALCEU REIS
Acordeon: CHIQUINHO DO ACORDEON
Harmônica: RILDO HORA
Trombone: ZECA DO TROMBONE
Sax-alto e flautas: VICTOR NETO e TEREZA QUARESMA
Bateria: HÉLIO SCHIAVO
Percussão: PENINHA e OVÍDIO BRITO
Participação especial na faixa Enfieira: VOCAL CÉU DA BOCA
Arranjo vocal na faixa Enfieira: CHICO ADNET
Coro: LOALWA, NEILA, TEREZA QUARESMA, FÁTIMA FLOR
e RUY QUARESMA
Participação especial na faixa Vento Mudo: FÁTIMA FLOR
Efeitos especiais: RAFAEL AZULAY
INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS
CERTA VEZ ROGER BASTIDE ESCREVEU QUE O HOMEM AMAZÔNICO VIVE EM
DRAMÁTICO CONFLITO DE IDENTIDADE. QUER NEGAR, SEM CONSEGUIR, O
INDÍGENA QUE MORA DENTRO DE SÍ. E, AO MESMO TEMPO, QUER SE
TRANSFORMAR NO COLONIZADOR, TAMBÉM SEM CONSEGUIR. NÃO É COLONIZADO
NEM COLONIZADOR. É UM SER DE IDENTIDADE DESLIZANTE, MARCADO POR
SÉCULOS DE VIOLÊNCIA...
FOI, PORTANTO, COM ENORME PRAZER QUE DESCOBRI AQUI NO RIO DE
JANEIRO, UM ARTISTA QUE SENTE ORGULHO DE SUA IDENTIDADE. RUI DE
CARVALHO. INICIALMENTE DESCOBRI O CANTOR E COMPOSITOR DE MELODIAS
BEM ACABADAS. MELODIAS QUE CONSEGUEM DIALOGAR COM O NOSSO MAIS
CRIATIVO MELODISTA, TOM JOBIM. OUÇA-SE “ANGELA” E SE PERCEBERÁ
MELHOR DO QUE ESTOU FALANDO. RUI DE CARVALHO É TAMBÉM UM CANTOR DE
PRECISÃO RIGOROSA. OUVI VÁRIAS VEZES SEU DISCO, LEVEI-O PARA SÃO
PAULO, ONDE UM AMIGO O RODOU NUM PROGRAMA DE MÚSICA INDEPENDENTE NA
RÁDIO DA USP E CONTINUO OUVINDO DE VEZ EM QUANDO SOBRETUDO O “VENTO
MUDO” CANÇÃO QUE ME CENCEDEU A SURPRESA ADICIONAL DE CONHECER O
VERSO DE BRUNO LIBERATI. JÁ LHE ADMIRAVA O TRAÇO MELANCÒLICO COM QUE
DESENHOU O RETRATO DE WALTER BENJAMIN NUM DE MEUS ARTIGOS PUBLICADOS
NO JORNAL DO BRASIL. MAS FOI MESMO UMA SURPRESA LER A MESMA ANGÚSTIA
NA CANÇÃO SUICIDA DE “VENTO MUDO”, QUE PARECE ESCRITA PARA ANA
CRISTINA CÉSAR E PARA TODOS NÓS. OU LER VERSOS ASSIM: COMO UM
VIRA-LATA, VAGANDO NAS RUAS VOU ROENDO OSSO CAVANDO ESSE FOSSO.
MIDIA
"Dos independentes em 1983, entre os destaques está o LP ENFIEIRA,
do excelente cantor/compositor Rui de Carvalho..."
José Domingos Raffaelli
JORNAL DO BRASIL
"Aí está um cantor que merece nosso aplauso, apresentando um disco
digno de figurar nas melhores discotecas de música popular
brasileira. Rui de Carvalho
é um artista autêntico, pois para fazer arte não precisa das muletas
da sórdida politicagem ou da licenciosidade mais repugnante. Em
ENFIEIRA temos arte pura..."
José Ignácio Soares
ATUALIDADES
"Inventar falsos astros e estrelas da canção e deixar num ostracismo
absurdo cantores e compositores rigorosamente categóricos, como Rui
de Carvalho, é desperdiçar dinheiro. ENFIEIRA é um trabalho genial
de Rui de Carvalho..."
Tuninho
JORNAL DA TARDE
“ENFIEIRA mereceu atenção da crítica especializada, convidada para
participar da escolha do Troféu Chiquinha Gonzaga” Associação dos
Produtores Independentes do Rio de Janeiro “ENFIEIRA, primeiro
disco de Rui de Carvalho, chega como uma das grandes promessas
musicais do ano” REVISTA DOMINGO/JB “Em ENFIEIRA, Rui de Carvalho
mostra seu talento como compositor e cantor, abrindo novos caminhos
para a MPB” Mário Adolfo A CRÍTICA
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