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Toninho
Maya
Guitarrista e violonista brasiliense, vem
atuando no cenário musical da cidade desde 1978, momento em que fundou o
grupo de música instrumental Chakras, conjunto que também contou com a
participação do tecladista Renato Vasconcellos.
A formação musical de Toninho Maya foi impactada pelo efervescente
ambiente musical da Colina, quadra residencial dos professores e
funcionários da UNB, de onde surgiram também as bandas de rock
brasiliense como Capital Inicial,Plebe Rude e por onde também passou a
Legião Urbana, de Renato Russo, nos anos 80.

Toninho morou na Colina de 1964 até 1978, onde pode desfrutar da amizade
dos integrantes dessas banda, passando a adolescência juntos e
compartilhando as atividades de lazer e cultura. Nessa época as
inspirações vinham dos mestres da guitarra como Jimy Hendrix e Eric
Clapton, além de outros astros e bandas de rock como Led Zeppelin, Pink
Floyd, The Who, além dos Beatles.
Enquanto
os roqueiros colinenses buscavam o punk rock e do New Wave inglês,
Toninho Maya aprofundou seus estudos harmonicos e melódicos recebendo as
influências de George Benson, Jim Hall, Barney Kessel, Pat Martino, Pat
Metheny, além de outros grandes jazzistas como John Coltrane, Charlie
Parker, Bill Evans e Michael Brecker
A partir da metade dos anos 80, o Rádio Center, imóvel comercial
localizado no começo da W 3 Norte, tornou-se ponto preferido para os
ensaios de diversos grupos musicais de Brasília. Os artisitas locavam as
salas daquele edifício para prepararem suas apresentações, o que acabou
tornando aquele prédio ponto de convergência de vários estilos e
tendências musicais da cidade.
Dentro desse contexto, Toninho Maya acompanhou diversos artistas da
cidade, como as cantoras Zélia Duncan, Cássia Eller e Lea Costa, além de
nomes expressivos da cultura candanga como Renato Matos e Adriano
Faquini, tocando também em diversas apresentações do Trio Elétrico Massa
Real.
Nesse período também foi criada a Banda Artimanha, que teve a
participação dos músicos Jorge
Helder, Ademar Boca, Adriano Giffoni, Renio Quintas, Vidor Santiago,
Hebes Vaz, além de Toninho Maya. Essa Banda teve papel atuante no
cenário musical de Brasília, com participação destacada nos vários
Festivais de Jazz promovidos pela Casa Thomas Jefferson.
A Banda Artimanha, nesses Festivais, dividiu o palco com músicos
internacionais e expoentes da música instrumental brasileira como Chico
Freeman, Vall Elley, Billy Harper, Grupo Pau Brazil, Rio Jazz Orchestra,
Divina Increnca, Quinteto Nelson Ayres, dentre outros.
Em 1990, Toninho Maya e o cantor e compositor Flávio Faria inauguraram,
também no Rádio Center, o Estúdio Artimanha, aproveitando o mesmo nome
da banda que fora desfeita.
Esse Estúdio realizou várias produções musicais na área de jingles e
trilhas sonoras, com campanhas premiadas pelos orgãos de marketing. Além
disso, um número muito grande de artistas brasilienses gravaram seus
trabalhos no Artimanha,dentre os quais podemos citar o grupo Os
Raimundos, Célia Porto, Grupo Naipe, Luciano Fleming, Rosa Passos e
Renato Matos.
Toninho Maya, após essa atuação como produtor musical, passou a
dedicar-se de maneira mais
específica às atividades na área Gospel, a partir de suas experiências
pessoais no campo religioso. Desde 1998 vem participando de várias
Igrejas Evangélicas, tocando violão e guitarra nos cultos de louvor e
adoração a Deus.
Com o fechamento do Estúdio Artimanha, em 2002, Toninho passou a
investir num trabalho com composições instrumentais próprias e temas
clássicos da MPB e Jazz, tocando em bares e casas noturnas como Enjoy,
Shlob, Gates Pub, Bistrot Bom Demais, Rayuella, Feitiço Mineiro e
Latitude 15.
Nessa nova fase, os temas receberam abordagens acústicas, nos violões
com cordas de aço e de nylon, bem como toques de jazz, funk e rock, nas
guitarras eletrificadas.
O trabalho autoral de Toninho Maya tem acompanhamento de músicos
experientes da cidade, com sax, teclados, bateria e baixo. Suas musicas,
com multiplas influencias, mostram a uniao da força das guitarras
distorcidas, o suingue afro-latino, a riqueza dos timbres
eletro-acusticos e a beleza e sofisticação das harmonias e melodias do
jazz e da música brasileira.
No
repertorio estão presentes composições próprias como Tudo Novo, Ágape,
Subida, Moldura, Minha Provisão,
Pesca Maravilhosa, Abre O Coração e Vinde a Mim. |