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Uma
palmeira incomum.
O marfim-vegetal, ou jarina, é uma variedade de palmeira encontrada
principalmente no norte da América do Sul. Essa árvore de crescimento lento
tem belas frondes que brotam diretamente do chão. Por anos não se vê o
tronco. Um marfim-vegetal com tronco de dois metros de altura tem pelo menos
35 a 40 anos. Logo abaixo das folhas nascem grandes aglomerados fibrosos
que, em geral, pesam 10 quilos e consistem em frutos lenhosos bem compactos.
Cada fruto geralmente contém de quatro a nove sementes, mais ou menos do
tamanho e formato de um ovo de galinha. De início, as cavidades das sementes
contêm um líquido refrescante, parecido com água de coco. Depois, o líquido
se transforma numa gelatina doce e comestível. Por fim, a gelatina amadurece
e vira uma substância branca e dura, incrivelmente parecida com o marfim de
origem animal.
O
marfim vegetal é uma alternativa prática, pois se parece com o de origem
animal, é extremamente duro, permite bastante polimento e absorve bem os
corantes. O marfim vegetal e o animal são tão parecidos que os artesãos em
geral deixam um pouco da casca marrom nos seus produtos para provar que
não usaram marfim de elefante – proibido em todo o mundo.
O marfim-vegetal não é uma descoberta recente. Já em 1750, o frei
sul-americano Juan de Santa Gertrudis mencionou-o em suas crônicas,
comparando as sementes a "bolas de mármore" usadas para entalhar
estatuetas. No início dos anos 1900, o Equador, principal fonte do
marfim-vegetal, exportava milhares de toneladas de sementes todo ano,
principalmente para a produção de botões. Depois da Segunda Guerra
Mundial, o surgimento de plásticos novos e baratos praticamente acabou com
o comércio de marfim-vegetal.
JARINA
O marfim-vegetal, ou jarina, é uma variedade
de palmeira encontrada principalmente no norte da América do Sul. Essa
árvore de crescimento lento tem belas frondes que brotam diretamente do
chão. Por anos não se vê o tronco. Um marfim-vegetal com tronco de dois
metros de altura tem pelo menos 35 a 40 anos.
As
muitas utilidades do marfim-vegetal
As sementes são deixadas secar sob o sol tropical por um a três meses,
dependendo do teor de água. Depois são descascadas numa máquina,
classificadas segundo o tamanho e cortadas em fatias para serem então
utilizadas na fabricação de botões. De fato, botões de "marfim" tirado
dessa árvore adornam algumas das melhores roupas do mundo. Mas o
marfim-vegetal não é usado só em botões. Entre os muitos produtos feitos
dele estão jóias, peças de xadrez, palhetas para instrumentos de sopro,
teclas de piano e cabos de guarda-chuva.
Acima de tudo, o marfim-vegetal pode contribuir muito para a preservação
do elefante africano. Assim, se você desejar o luxo do marfim, não é
preciso ir buscá-lo nas savanas africanas. Recorra às florestas tropicais
da América do Sul onde o marfim é tão abundante que dá em árvores! Sim,
lembre-se do marfim-vegetal, o benfeitor do elefante. |